Empresas do setor imobiliário listadas na BOVESPA: maximizadores do valor de mercado

Jonatas Dutra Sallaberry, Eleiene Aparecida De Moraes, Jeferson Sallaberry, Barbara Rocha Bittencourt

Resumo


O presente trabalho apresenta uma pesquisa exploratória cujo objetivo é identificar entre os grupos e classes de ativos e passivos, quais têm maior influencia na geração de valor agregado à empresa, mediante a ampliação do goodwill, sob a perspectiva e validação do mercado na valorização do preço das ações negociadas no mercado de capitais. A pesquisa foi realizada sobre as demonstrações contábeis referentes ao ano 2011, das firmas que compõem o Índice Imobiliário (IMOB) e que estão listadas no segmento do Novo Mercado e Nível 2 da Bovespa. Foram selecionados indicadores que influenciam a percepção dos investidores, valorizando as ações negociadas. Buscou-se identificar os indicadores que influenciam o nível de intangibilidade, limitando-se a utilizar o índice de liquidez corrente, de endividamento, de intensidade do intangível, de intensidade do imobilizado e de intensidade dos investimentos. A partir da análise dos indicadores de correlação do grau de intangibilidade com os demais índices foi possível revelar que a otimização da participação dos grupos de ativos e passivos na estrutura de capital da entidade, mesmo que sob o efeito da percepção do investidor, é capaz de maximizar a valorização do patrimônio do acionista em maior ou menor grau de acordo com a combinação correlacionada.


Texto completo:

PDF

Referências


ANTUNES, M. T. P; MARTINS, E. Capital Intelectual: verdades e mitos. Revista Contabilidade e Finanças - USP, São Paulo, n. 29, p. 41-54, mai/ago 2002.

ASSUNÇÃO, A. B. A. et al. Ativo Intangível: Goodwill ou Capital Intelectual. In: CONGRESSO USP DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA EM CONTABILIDADE, 2., 2005, São Paulo. Anais... São Paulo:USP, 2005.

BARTH, M.E. et al. Brand values and capital market valuation. Review of Accounting Studies. Berkeley, vol. 3, p. 41-68, 1998.

BELEM, V. C.; MARQUES, M. M. A influência dos ativos intangíveis na rentabilidade do patrimônio líquido das empresas brasileiras. In: CONGRESSO USP DE CONTROLADORIA E CONTABILIDADE, 12., 2012, São Paulo. Anais... São Paulo: USP, 2012.

BOVESPA. Bolsa de Valores de São Paulo. Disponível em: . Acesso em: 30 Ago. 2012.

COMISKEY E.; CLARKE, J. E.; MULFORD, C. Is Negative Goodwill Valued by Investors? Accounting Horizons. Sarasota, vol. 24, n. 3, p. 333-353, 2010.

CPC. Comitê de Pronunciamentos Contábeis. CPC 04 - Ativo Intangível, 2010. Disponível em: < http://www.cpc.org.br >. Acesso em: 3 ago. 2012.

CVM. COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS. Disponível em: . Acesso em: 31 Ago. 2012.

FAMÁ, R.; PEREZ, M. M. Ativos intangíveis e o desempenho empresarial. Revista de Contabilidade & Finanças – USP, n. 40, p. 7 – 24, 2006.

GIL, A. C. Métodos e Técnicas de Pesquisa Social. São Paulo: Atlas, 1999.

HALL, B; KIM, D. Valuing Intangible Assets: The Stock Market Value of R&D Revisited. UC Berkeley - Harvard University - NBER, 1998.

HENDRIKSEN, E. S.; BREDA, M. F. V. Teoria da Contabilidade. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2007.

IASB. International Accounting Standards Board. IAS 38. 2010. Disponível em: . Acesso em: 30 Ago. 2012.

IUDÍCIBUS, S. Teoria da contabilidade. 7ª ed. São Paulo : Atlas, 2000.

KENT, D.; TITMAN, S. Market Reactions to Tangible and Intangible Information. Journal of Finance, n. 61, vol 1, ago. 2006.

MACHADO, J. H.; FAMÁ, R. Ativos Intangíveis e Governança Corporativa no Mercado de Capitais Brasileiro. In: CONGRESSO USP DE CONTROLADORIA E CONTABILIDADE, 11. 2011, São Paulo. Anais... São Paulo: USP, 2011.

MARTINS, E. Contribuição à avaliação do ativo intangível. 1972. 107. Tese (Doutorado em Ciências Contábeis) - Universidade de São Paulo – USP, São Paulo, 1972.

_____, E. Avaliação de Empresas: da mensuração contábil à econômica. São Paulo: Atlas, 2001.

MONOBE, M. Contribuição à Mensuração e Contabilização do Goodwill Adquirido. São Paulo, 1986. Tese (Doutorado). Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo.

MONTE, P. A. et al. Existe relação entre Governança Corporativa e a volatilidade? Um estudo a partir da formação de carteiras. Revista Contabilidade Vista & Revista. Belo Horizonte, v. 21, n. 2, p. 15-44, abr/jun. 2010.

RODOV, I.; LELIAERT, P. FiMIAM: financial method of intangible assets measurement. Journal of Intellectual Capital, Reino Unido, vol. 3, n. 3, p. 323–336, 2002.

SALAMUDIN, N. et al. Intangible assets valuation in the Malaysian capital market. Journal of Intellectual Capital, Reino Unido, vol. 11, n. 3, p. 391-405, 2010.

SANTOS, J. L. et al. Teoria da Contabilidade: introdutória, intermediária e avançada. São Paulo: Atlas, 2007.

SCOTT, W. R. Financial accounting theory. Toronto: Prentice Hall, 2007.

SMITH, M. Research Methods in Accounting. London: SAGE, 2003.

WALLIMAN, N. Information, and how to deal with it. Your Research Project a step-by-step guide for the first-time researcher. London: SAGE, 2001.

WILSON, R. M. S.; STENSON, J. A. Valuation of information assets on the balance sheet: The recognition and approaches to the valuation of intangible assets. Business Information Review. Los Angeles, vol 25, n. 3, p. 167–182, 2008.

ZHANG, D. Intangible Assets and Stock Trading Strategies. Managerial Finance, Vol. 29, n. 10, 2003.


Apontamentos

  • Não há apontamentos.